“Metrô-polis” (2014) — videoarte de Bruna Paiva

Neste videoarte intitulado “Metrô-pólis” retrato as idas e vindas ocasionadas pelo trabalho. Nas imagens não há rostos, nem variação de gestos. O importante é deflagrar a ausência de subjetividade e a frieza dessa massa acinzentada que colore todos os frames. O som da batida se repete, até que sinos anunciam a procissão que nos levará para a serra que arranhará nossos ouvidos. Já faz pelo menos seis anos que este vídeos foi produzido na cidade de São Paulo e pouco mudou.

Ainda que fisicamente juntos no cotidiano apresentado pelo vídeo, permanecemos distanciados do…


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Em um de meus exercícios reflexivos pandêmicos — “Novas coreografias sociais pós quarentena: a sociedade (e a escola) reinventada?” — cheguei a conclusão de que precisaremos reinventar a sociedade (e a educação) a partir de um currículo voltado para o desenvolvimento das emoções e dos afetos. Resolvi começar este processo a partir de uma educação estética da realidade, feita através de uma curadoria in progress composta por imagens da pandemia de A a Z.

Dada a impossibilidade de estarmos em corpo nos quatro cantos do mundo, a compilação de mais de 150 imagens de contextos diversos aos meus, por vezes…


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A imagem que viralizou a volta às aulas na França em maio: cada um no seu quadrado

Após o término do período de lockdown ou quarentena, muitas cidades do mundo retornaram com suas atividades e serviços a partir de adaptações nos modos de encontro dos corpos nos espaços.

O distanciamento social, sem dúvida, tem sido a ação mais eficaz para diminuir os riscos de novas transmissões da COVID 19 e de evitar o surgimento de uma “nova onda” de contágios. Ainda sim, vários países se arriscam, reabrindo suas fronteiras, numa aposta de aquecer a sua economia.

Enquanto isso, no Brasil, o retorno ao “novo normal” — termo controverso e perverso — se instaura muito antecipadamente, ampliando o…


Minhas palavras desejam ser encontradas. Desejam ser “corpo” e “meio” de afeto. Querem ser vistas, revistas, lançadas. Querem roçar no indizível, revelando o gosto da cor mais suave e também o cheiro do tato mais amargo.

Primeiro, desejam ser encontradas coladas umas nas outras, desfilando no tapete vermelho e na sua melhor combinação! Rebuscadas, purpurinadas e cheia “dos holofotes”. E se acaso ecoarem de modo dissonante me ponho a fazê-las desfileirarem lado a lado, para serem sempre as primeiras nesta jornada de serem no mundo. Desiludidas pelas adultices, às vezes as palavras podem precisar do reforço de um palco para…

Bruna Paiva

Educadora e artista multilinguagem. Mestre em Educação (UNESP) e Especialista em Estéticas Tecnológicas (PUC) www.brunapaiva.com

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